Insights #46 – edição junho 2019

The Fast Changing World of work and Business.

O desafio dos Millennials

Sabia que existem algumas empresas que convidam Millennials a participar nos seus projetos e reuniões?

De facto é importante familiarizar-se com a maneira de pensar, aprender e trabalhar dos Millennials.

Os Millennials têm pelo menos 4 maneiras de agir radicalmente diferentes das nossas:

  • Desafiam-nos a pensar qualitativamente e não quantitativamente. Eles pensam em justiça económica, tolerância, diversidade em vez de acumular números;
  • A nova geração já não liga a ficar numa empresa até à reforma, valorizam mais o impacto que podem ter no Business;
  • A formação deve ser customizada a eles e não o contrário. Eles cresceram com o smartphone nos dedos, e querem aprender ao ritmo deles, à distância de um Click e não em seminários.
  • As competências de tomada de decisão devem ser mais dinâmicas e menos hierarquizadas: Já não é preciso autoridade para aceder à informação. Eles pensam em Colaboração em vez de Controlo.

Os Millennials estão a tomar os lugares dos Babymoomers nas organizações e, estão a mudar estas para melhor e duma maneira única!

E o tempo pertence a eles!

Yves Turquin, MD

A importância do detalhe nas candidaturas

Para quem está à procura de um novo emprego a organização e o método são essenciais, é imprescindível ser metódico e persistente, mas hoje não vamos falar de gestão e organização do tempo. Vamos assumir que se dedica diariamente à procura de novas oportunidades e responde rapidamente a todas as ofertas que lhe interessam. Certo, agora que já sabemos que o fazer, vai falar de fazer bem feito:

Depois de mais um dia dedicado a enviar currículos, e quando vai relaxar e fechar o computador, salta-lhe à vista, na descrição da sua última experiência profissional, uma palavra mal escrita, um erro de gramática.

E isso pode ser o suficiente para que todo o seu trabalho resulte em silêncio em vez de contactos para marcar entrevistas.

A atenção ao detalhe é fundamental, no CV, na carta de apresentação, e mais ainda naquelas linhas que escreveu a acompanhar a candidatura, são as primeiras a ser lidas, podem ser as únicas…

Leia cuidadosamente tudo o que escreveu, verifique as instruções da candidatura, havia um formato especial de CV, ou uma experiência específica que era requerida e se esqueceu de referir?

Os recrutadores irão usar a informação, e a ausência dela, para reduzir a amostra e escolher com quem vão querer falar.

Verifique a gramática, evite calão gíria e abreviaturas. Já viu tudo? Peça a alguém para ler, não imagina o poder do “corretor automático” que o nosso cérebro tem, no limite pode estar a ler um parágrafo inteiro que não está lá escrito.

Lembre-se, não há um modelo de “carta de apresentação”, se não tem muita informação sobre a oferta, não adivinhe, fale de si, do seu interesse e disponibilidade e guarde o resto para depois.

Normalmente a oferta terá indicações sobre o que a empresa considera importante para esta vaga, identifique esses tópicos, reveja a sua informação e destaque esses pontos comuns no seu texto e CV.

Demonstre sempre que estudou a empresa e que pode ser uma valia. Seja sucinto.

Já está pronto? Espere não carregue já no enviar! Leia outra vez tudo com atenção.

Pronto, já enviou a sua candidatura. Mas ainda não acabou a tarefa. Antes de lhe ligarem, muitos recrutadores vão tentar conhecê-lo. Como estão as suas redes sociais? Tem o Linkedin atualizado? É consistente e coerente com o seu CV? Fantástico, e as outras?

Tem andado no Facebook, no Instagram, no Twitter, tem feito muitos comentários? Tem partilhado a sua vida social e as suas opiniões em público?

Faria essas afirmações num auditório para milhares de pessoas?

Pois não se esqueça de que quando escreve nas redes sociais em público está a falar alto no café para quem quiser ouvir, e isso pode-lhe sair caro.

Limpe as suas redes do que só a si ao seu círculo privado diz respeito.

Sabemos que tem pressa e quer ter muitas entrevistas, mas lembre-se: Os detalhes podem deitar tudo a perder.

Pedro Silva | Consultor de Recursos Humanos
Transitar – Empresa de Outplacement

A inteligência emocional – Em Transição de Carreira

“Qualquer um pode zangar-se, Isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa, não é fácil.
Aristóteles, 384a.C. – 322 a.C.

Vários foram os filósofos que refletiram sobre o papel das emoções, Baruch Espinosa, Pascal com a célebre frase: «O coração tem razões que a razão não entende»; Descartes, William James, Charles Darwin, Nietzsche e muitos outros.

Recentemente Daniel Goleman, psicólogo e conferencista internacional, presenteou-nos, na área do comportamento, com vários livros magníficos e dos mais vendidos em muitos países. Segundo este autor, a inteligência Emocional é a “…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos a gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998).

Na área da Carreira, cada vez é mais importante gerir as emoções. Se um dos seus pontos fortes é a inteligência Emocional, então é capaz de entender as suas emoções e as dos outros. É claro que no nosso quotidiano empresarial é crucial receber estas mensagens com rapidez e assertividade, pois lidar com pessoas não se trata apenas de números, mas sim de compreender e interpretar emoções. Esta clareza constrói melhores relacionamentos profissionais, mais empatia, mais entusiasmo, qualidade “flow” e, seguramente, rentabilidade no trabalho. As pessoas que sabem gerir as emoções são mais felizes no seu trabalho e na sua vida pessoal.

Por um lado, as pessoas que vivem, na maior parte do tempo, “enroladas” pelo seu meio ambiente e sem criarem qualquer distância das circunstâncias difíceis do dia-a-dia, tornando-se complicado resolverem as mesmas com assertividade e com a rapidez necessária. As empresas atuam, principalmente, na urgência e no que é importante, o que retira espaço de manobra ao colaborador para planear a longo prazo e para delegar tarefas de pouca importância. Ficando, assim, envolvidas em stress e a acreditarem que não existem saídas.

Por outro lado, seria fundamental, uma reflexão sobre que decisão tomar quando se gostaria de lidar melhor com as situações de vida.

“Nem toda a gente é tão perspicaz na linguagem emocional, nem se sente confortável a identificar, manifestar ou falar de sentimentos” (Diener 2010).

A questão é como trazer inteligência às nossas emoções, em momentos difíceis como a transição de carreira?

Procure não hiper-reagir aos estímulos emocionais. Consiste em identificar o significado das pequenas informações e mensagens transmitidas pelos outros. Se reagir demasiado à informação que recebe contamina o relacionamento com outras pessoas. Pode ter a tendência para comentar acerca das emoções alheias; tenha presente que essa atitude leva os outros a consciencializar as suas reações, o que determina a perda da naturalidade e da espontaneidade das mesmas. Aprenda a aceitar os outros como eles são (Diener 2010).

Se está em transição de carreira, procure um programa de Career Coaching ou negoceie com a sua empresa um programa de Outplacement. Encontrará Consultores de Recursos Humanos especializados em dar-lhe apoio na gestão das emoções e da sua carreira.

O que é a emoção?

A emoção é um impulso para a ação. Se gerarmos ou acolhermos  más ações, surgirá a amargura, preocupação, desespero, medo, inquietude, revolta…Se criarmos boas ações, surgirá confiança, otimismo, êxito, alegria, gratidão, esperança.

O que funciona?

  1. Reconhecer as suas emoções e compreender o modo como afetam os seus pensamentos/comportamento.
  • Controlar comportamentos e sentimentos impulsivos e gerir emoções de forma saudável.
  • Compreender emoções/ necessidades/ preocupações nos outros.
  • Desenvolver | manter bons relacionamentos.

Rosa Jesus Lima | Consultora de Recursos Humanos
Transitar – Empresa de Outplacement

Testemunhos de candidatos

São muitos os candidatos que passam pela Transitar, em  programa de outplacement oferecido pela empresa com a qual terminaram uma relação profissional, quer seja a nível individual (career coaching), deixamos-vos dois testemunhos da experiência :

” António [Vieira] has helped me to put my work life in perspective. He has given me tools, confidence and guidance needed to develop my career path. His wisdom, experience, patience and open mind make him a special adviser in helping people that are looking for ‘new starts’! Thanks António”

Nuno Varandas | Programa de Outplacement (www.linkedin.com/in/nvarandas)

“Após alguns anos de finalizar o meu mestrado na Universidade Católica em Lisboa, tomei consciência que o rumo da minha carreira não estava a ir na direção que eu esperava. Não estava na área nem no tipo de empresa (de grande dimensão) que ambicionava. Assim, de forma a conseguir fazer uma mudança para a direção certa, em 2018 decidi ingressar numa pós-graduação no ISEG na área em que desejava desenvolver a minha carreira. Mesmo assim, continuei com dificuldade em fazer a transição que procurava. Decidi, então, procurar ajuda na Transitar, que me disponibilizou um serviço de consultoria de carreira personalizado.
Ao fim de três sessões do programa da Transitar, comecei a ser chamada para entrevistas e pouco tempo depois recebi duas propostas de emprego exatamente na área que queria e de empresas com a dimensão que sonhava. Só posso dizer que foi, sem dúvida, uma experiência bastante positiva!”

Sofia Cardoso | Programa de Career Coaching